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Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA

IMA captura mais de três mil morcegos hematófagos em Minas

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BELO HORIZONTE (26/12/2018) - Servidores do IMA capturaram, de janeiro a novembro deste ano, 3.867 morcegos hematófagos em 841 abrigos vistoriados em todo o estado. Este trabalho é uma ação conjunta entre servidores do IMA e produtores rurais, que informam ao Instituto a localização de abrigos suspeitos nas propriedades. Geralmente estes abrigos são árvores, porões, grutas, cavernas, bueiros, pontes e locais com pouca iluminação.

A diretora-geral do IMA, Cristina Araújo, argumenta que as atividades de combate e prevenção à raiva dos herbívoros integram o conjunto de ações desenvolvidas pelo IMA em relação às doenças que podem acometer os rebanhos, com o objetivo de garantir a sanidade do plantel pecuário de Minas.

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O fiscal assistente agropecuário do IMA e coordenador do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) em Minas, Jomar Zatti, explica a importância existente na captura de morcegos hematófagos para que haja controle populacional: “Depois de capturados, os morcegos recebem uma camada de pasta vampiricida e são soltos no ambiente. Ao retornarem aos abrigos outros morcegos (hematófagos, vampiros) terão contato com a pasta, que levará esses animais à morte por hemorragia.  “Para cada morcego aplicado com a pasta estima-se que 10 a 20 venham a morrer”.

A raiva é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central dos animais, inclusive o homem. No caso do ataque a humanos, a pessoa que teve contato com o morcego ou com animal doente com suspeita de raiva deve procurar de imediato um hospital ou posto de saúde para tomar as vacinas curativas contra a doença.

“O vírus está presente também nos morcegos não hematófagos principalmente nos morcegos urbanos (Frutívoros, Insetívoros, Polinívoros, Carnívoros). Não adotem cães e gatos de rua sem vacina-los contra a raiva”, alerta Jomar Zatti.

Coletas

O IMA coletou, de janeiro a novembro deste ano, 244 amostras de material encefálico de bovinos para análise laboratorial a partir de notificações realizadas por produtores. Os resultados indicaram 142 casos negativos para a raiva e confirmaram outras 102 mortes causadas pela doença, número baixo considerando o rebanho de 23,7 milhões de bovinos em Minas.

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Foram realizadas 41 palestras para cerca de 1.147 produtores rurais em diferentes regiões do estado, dentro das ações educativas de prevenção e controle da raiva em herbívoros. A doença é transmitida pelo morcego hematófago Desmodus rotundus ao morder bovinos, equinos, caprinos e suínos, entre outros animais que compõem o plantel pecuário do estado e as palestras têm o objetivo de alertar os produtores para a necessidade de vacinar anualmente os rebanhos.

Zatti explica que a imunização dos animais é a melhor forma de se prevenir a doença, para a qual não há cura, levando à morte do animal.  Ele também informa que o IMA registrou a venda, pelos estabelecimentos especializados, de 16 milhões de doses da vacina antirrábica.  “Este é um bom sinal, indicando que os produtores estão atentos para a importância de promover a vacinação dos animais”, afirma.

As palestras realizadas pelo IMA abordam também a necessidade de os produtores notificarem ao Instituto sempre que ocorrer a morte de um animal com suspeita de raiva. Essa notificação permitirá que os servidores façam a coleta de material encefálico do animal morto para análise laboratorial e, se confirmada a doença, realizem uma vistoria preventiva na propriedade para investigação do foco e controle da população dos morcegos hematófagos transmissores da raiva para os animais domésticos.