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Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA

Encefalopatia Espongiforme Bovina - Doença da Vaca Louca”

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Ações para o controle da Encefalopatia Espongiforme Bovina

 Trânsito e cadastramento de bovinos importados

Todos os bovinos importados de países de risco para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), que se encontram em Minas Gerais, são cadastrados e monitorados pelo IMA, pois podem ter sido contaminados no país de origem. Esses bovinos têm seu destino acompanhado pelo IMA. Assim, se um animal importado, que estiver no município A for transferido para o município B, o proprietário deve obrigatoriamente comunicar ao IMA a mudança para que os técnicos continuem o monitoramento no município B. A mesma obrigatoriedade de comunicação ao IMA ocorre no caso de morte do bovino importado.

Sacrifício do bovino importado

Os bovinos e bubalinos importados, ao final da fase produtiva (final da produção de embriões, sêmem) são, obrigatoriamente, sacrificados por técnicos do IMA e as carcaças incineradas e enterradas na propriedade. O proprietário do animal é responsável por solicitar o sacrifício, que poderá gerar indenização. Ao realizar o sacrifício, os técnicos do IMA coletam material para realização de exames que diagnosticam a doença.

Fiscalização dos alimentos de ruminantes

Nas propriedades rurais são inspecionadas rações, concentrados, suplementos protéicos e outros produtos usados na alimentação dos ruminantes. Esses produtos devem ter registro no Mapa e para aqueles produzidos no local ou que tenham a suspeita da presença de produto proibido, são coletadas amostras para testes em laboratório afim de verificar a presença dos subprodutos vetados. Caso haja confirmação laboratorial, os animais que consumiram tais alimentos são eliminados.

Por isso, recomenda-se observar o rótulo dos alimentos comprados e também arquivar comprovantes e notas fiscais das matérias-primas usadas na elaboração da ração preparada na propriedade. Cama de aviário (cama de frango), dejetos de suínos, sangue e derivados, farinha de sangue, de carne e de ossos, resíduos de açougue e qualquer produto que contenha, em sua composição, proteínas e gorduras de origem animal são proibidos na alimentação de ruminantes.


A fiscalização é necessária para evitar a entrada de doenças como a Encefalopatia Espongiforme Bovina, popularmente conhecida como Doença da Vaca Louca, já que a principal forma de contaminação pelo agente causador da enfermidade é a ingestão de alimentos compostos por esses subprodutos.

Encefalopatia Espongiforme Bovina - Doença da Vaca Louca

A Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como “Doença da Vaca Louca”, é uma enfermidade degenerativa, crônica e fatal que afeta o Sistema Nervoso Central de bovinos e bubalinos. É provocada pela forma infectante de uma proteína (príon) presente nos restos mortais de bovinos e bubalinos que manifestaram a doença. O consumo de alimentos contaminados pelo príon é a principal via de transmissão. Animais sadios contraem a doença pela ingestão de alimentos que contêm farinhas de ossos, carnes e carcaças de animais infectados. Por isso, é proibida a alimentação de bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos com produtos de origem animal, incluindo a cama de aviário e dejetos de suínos.

Os animais contaminados apresentam:

• Nervosismo, 
• Apreensão,
• Medo, 
• Ranger dos dentes, 
• Hipersensibilidade ao som, toque, luz, 
• Ataxia.

A "Doença da Vaca Louca" provoca alteração comportamental e pode ser confundida com outras doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, como Raiva, Intoxicações, Poliencefalomalácia, Babesiose, Herpes Vírus Bovino e outras. Por isso, é importante a sua comprovação por meio de diagnóstico laboratorial.


Legislação EEB - "Vaca Louca" - clique aqui para consultar a legislação vigente


Cartilha do Sistema Brasileiro de Prevenção e Vigilância Encefalopatia Espongiforme Espongiforme Bovina (EEB) - clique aqui para acessar a cartilha